O tempo passa. As coisas mudam. Mas bem que poderiam permanecer as mesmas. Lembro dos tempos das placas de candidatos nos postes de luz. Dos showmícios, das camisetas, bonés e outros penduricalhos mais que eram distribuídos livremente em todas as campanhas. Mas o tempo passa. O dinheiro gasto para a confecção de todos os artefatos, naquele tempo, era grande. Os tempos mudam. E as leis também. Hoje já não é mais permitido placas em postes, camisetas, shows eleitorais e muitas outras coisas. Mas os santinhos, os jingles, os cavaletes na rua, continuam. Continuam? Não é o que tenho percebido na disputa neste pleito. Pelo menos não nas cidades em que tenho um contato mais próximo. Ainda não recebi nenhum santinho. Os cavaletes tiveram de ser tirados das calçadas. Os jingles de carro de campanha serão obrigados a diminuir o volume, conforme manda a lei.
Falam em período eleitoral. Com ele várias proibições e impedimentos. Mas como estar em pleno período eleitoral se nada para o fazer pode mais? Eu gostava como era antigamente. Onde muitas coisas eram permitidas. Onde fazer campanha não se resumia apenas a entregar santinho ou receber o candidato em casa. Aquele tempo onde se respirava eleições. Não gosto desse tempo. Tempo em que tudo é proibido. Em que nada pode. Mas deixar de votar, ah, isso não pode.
Ainda não me decidi em quem votar. Nas eleições municipais, o partido não faz tanta interferência na escolha. O voto, como muitas pessoas dizem "na pessoa", é o que as vezes acaba acontecendo. Mas mesmo se estivesse decidido em quem votar, não deixaria de aceitar novas propostas, novas visões de mundo, novos projetos. Então, declaro aberto o período de aceitação de santinho, adesivo ou qualquer outro material de divulgação. Mas para os que pensam que material bom ganha voto, se enganou comigo.

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